A conta de luz no Paraná pode ficar mais cara a partir de 24 de junho de 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a abertura da Consulta Pública que vai discutir a Revisão Tarifária Periódica da Copel, distribuidora que atende cerca de 5,29 milhões de unidades consumidoras no estado.
Pelos índices preliminares apresentados pela agência reguladora, o aumento médio proposto é de 19,20% para os consumidores. Para os clientes residenciais, classificados na categoria B1, o reajuste estimado é de 19,15%.
A revisão também prevê impacto médio de 19,03% para consumidores de baixa tensão e 19,55% para alta tensão.
Segundo a Aneel, os principais fatores que pressionaram o cálculo tarifário foram o aumento dos custos de transmissão de energia, encargos setoriais e a retirada de componentes financeiros de processos tarifários anteriores.
A abertura da consulta pública permite que consumidores, empresas e especialistas enviem contribuições antes da definição final da nova tarifa. Após esse período, a agência reguladora fará a análise e poderá confirmar ou ajustar os percentuais antes da homologação oficial.
Posição da Copel
Em nota, a Copel afirmou que o percentual de reajuste é definido pela Aneel e ainda está em análise. A empresa informou que o índice estimado inicialmente pela agência poderia chegar a cerca de 26%, mas que solicitou a aplicação do diferimento máximo permitido para reduzir o impacto aos consumidores, o que levou à projeção atual de aproximadamente 19,2%.
De acordo com a Companhia Paranaense, a tarifa atual é de R$ 0,64 por quilowatt/hora para o consumidor residencial. Com o novo reajuste, o valor deve chegar a R$ 0,76 quilowatt/hora.
Como é formada a conta de luz
De acordo com a Copel, apenas uma parte do valor pago na fatura fica com a distribuidora. Aproximadamente 20% da conta corresponde à operação, manutenção e expansão da rede elétrica.
Os 80% restantes são destinados à compra e transmissão da energia, além do pagamento de encargos e subsídios definidos por políticas públicas federais.
Entre esses encargos está a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), utilizada para financiar subsídios do setor elétrico, incluindo incentivos à geração de energia solar distribuída.
Nos últimos anos, o número de consumidores com sistemas de energia solar cresceu rapidamente no Paraná. Entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, o total passou de 55 mil para mais de 528 mil unidades, o equivalente a cerca de 10% da base de clientes do estado.
A decisão final sobre o novo percentual de reajuste deve ocorrer após o período de consulta pública conduzido pela Aneel
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