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Terça-feira, 12 de Maio de 2026

Região

Notificações de violência batem recorde nas escolas do Paraná e do Brasil

Ontem, escola estadual de Sâo Paulo foi atacada e uma jovem morreu a tiros. Esse e outros tipos de violência estão se tornando mais comuns no ambiente escolar

Daniel Gomes dos Santos
Por Daniel Gomes dos Santos
Notificações de violência batem recorde nas escolas do Paraná e do Brasil
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Brasil – e o Paraná não foge à regra – encara uma escalada de violência no ambiente escolar. Ontem, a Escola Estadual Sapobemba, em São Paulo (SP), registrou um ataque a tiros que deixou três estudantes feridos e uma aluna morta. Segundo dados do Instituto Sou da Paz, foi o nono caso desse tipo de violência em escolas do Brasil neste ano, período em que nove mortes foram registradas.

Trata-se de um recorde de ocorrências desde o início da série histórica, em 2002, sendo que um desses episódios foi registrado no Paraná: em Cambé, no norte do estado, no dia 19 de junho, quando um ex-aluno entrou armado no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, alegando que solicitaria o seu histórico escolar, e matou dois alunos a tiros (e só não fez mais vítimas porque um professor conseguiu o imobilizar).

Um levantamento feito com base no Sistema de Informação de Agravos e Notificações (Sinan), contudo, demonstra que outros tipos de violência também estão em alta nas escolas brasileiras e paranaenses. Os dados, levantados mostram que em 2022, último ano com dados disponíveis, foi registrado um nível inédito de notificações de violência física, sexual e/ou outras violência que tiveram alguma escola como local específico da ocorrência.

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Os registros já vinham numa escalada impressionante antes pandemia, tendo saltado de 1.276 registros no país em 2010 para 7.100 em 2019 (variação de +456%). No Paraná, o salto foi ainda mais expressivo, passando de 76 ocorrências para 1.039 no mesmo período.

Nos anos de pandemia (2020 e 2021), contudo, os registros despencaram, num possível reflexo das medidas de isolamento social e da adoção de um sistema de aulas remotas por conta da crise sanitária. Só que em 2022, primeiro ano após a “volta à normalidade”, as notificações de violência alcançaram um patamar inédito, com 9.327 registros envolvendo diferentes formas de violência em escolas brasileiras. O Paraná foi o segundo estado com mais registreos no último anos, com 1.354 ocorrências, atrás apenas de São Paulo (3.170) e logo a frente de Minas Gerais (843)

No caso paranaense, foram anotadas 3.864 notificados em cinco anos (entre 2018 e 2022), sendo os tipos de violência mais comuns os seguintes: violência física (1.697 ou 43,4% do total), lesão autoprovocada (839 ou 21,7%), negligência/abandono (804 ou 20,8%), violência sexual (703 ou 18,2%); e violência psicológica/moral (389 ou 10%). A soma dos porcentuais dá mais do que 100% porque um mesmo caso pode envolver mais de um tipo de violência.

Notificações de violência interpessoal/autoprovocada em escola

Brasil
2022: 9.327
2021: 2.46
2020: 1.710
2019: 7.100

2018: 6.242

Paraná

2022: 1.354

2021: 313

2020: 217

2019: 1.039
2018: 941

Estados com mais notificações de violência interpessoal/autoprovocada em escolas no ano de 2022
São Paulo: 3.170
Paraná: 1.354
Minas Gerais: 843
Rio de Janeiro: 798
Rio Grande do Sul: 511

Tipos de violência mais comuns nas escolas do Paraná (2018 a 2022)
Total de ocorrências: 3.864
Lesão autoprovocada: 839
Violência física: 1.697
Violência psicológica/moral: 389
Tortura: 35

FONTE/CRÉDITOS: Bem Paraná
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