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Terça-feira, 12 de Maio de 2026

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Rio vive um dos maiores ataques criminosos de sua história com sete bairros sitiados e 35 ônibus incendiados

Mais de um milhão de pessoas vivem nas áreas da Zona Oeste da capital que foram alvo da ofensiva de milicianos

Daniel Gomes dos Santos
Por Daniel Gomes dos Santos
Rio vive um dos maiores ataques criminosos de sua história com sete bairros sitiados e 35 ônibus incendiados
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Um ataque orquestrado por milicianos em diferentes pontos do Rio, após a morte de um paramilitar em confronto com a polícia, resultou em uma das maiores ofensivas do crime organizado já registradas em solo fluminense e deixou um rastro de destruição e caos nesta segunda-feira. Os bandidos incendiaram pelo menos 35 ônibus, segundo balanço divulgado por volta das 19h — todas na Zona Oeste da capital, região que concentrou a investida. A quadrilha também ateou fogo em quatro caminhões e em um vagão de trem.

Pelo menos sete bairros foram diretamente afetados pelos atos criminosos: Paciência, Cosmos, Santa Cruz, Inhoaíba, Campo Grande, Guaratiba e Recreio dos Bandeirantes. Mais de 1 milhão de cariocas moram nessa parte da Zona Oeste.

Os ataques prejudicaram ainda o transporte público. De acordo com a SuperVia, estações em Santa Cruz chegaram a ser fechadas "para a segurança dos colaboradores e passageiros". Uma estação do BRT no mesmo bairro foi incendiada, e outras três foram alvo de tentativas de atear fogo. A MOBI suspendeu integralmente a operação no corredor Transoeste em virtude da insegurança.

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Às 18h, no retorno para casa dos cariocas após o trabalho, o Centro de Operações Rio (COR) computada 121 quilômetros de engarrafamento. O congestionamento é 66% maior do que a média das últimas três segundas-feiras (73 quilômetros), ainda segundo o COR.

ataque dos paramilitares teve início depois que Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faustão ou Teteus, foi morto em confronto com agentes da Polícia Civil em uma comunidade de Santa Cruz. Ele era sobrinho de Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho, criminoso que assumiu o controle da maior milícia do estado do Rio.

FONTE/CRÉDITOS: O globo
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